quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Gripe: testando sempre a minha paciência

Entrei hoje no quarto dia duma gripe infernal. Todos aqueles sintomas conhecidos, mas especialmente uma dor de ouvido de perturbar até o mais pacífico dos monges budistas. Chega num ponto em que se tem que entrar nos remédios (que eu evito o quanto posso) e fico nauseado com qualquer coisa que eu coma. Uma maçã parece ter o efeito de meio quilo de filé à parmegiana. E nada tem gosto de coisa nenhuma.
Um político é eleito pelas pessoas e a gripe nos elege, é uma diferença. Mas o estrago na nossa paciência e humor é igual, não?

sábado, 11 de setembro de 2010

Sobre cavaletes e democracia

A propaganda eleitoral que suja a cidade, isto é, papel jogado pelas ruas e colado em muros e postes, está proibida em Poços de Caldas. Como substitutos, surgiram uns cavaletes de mais de um metro de altura, estampados com os lindos sorrisos Colgate dos candidatos e as usuais informações (nome, partido, número).
A lei eleitoral permite esse tipo de artefato, mas desconheço um cidadão que aprove. E me pergunto que democracia é essa em que vivemos, em que os moradores de uma cidade têm poder menor que os políticos, ou que a esfera federal, para resolver o que é melhor para o município em que vivem.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Comendo sem digerir

Tá demais. Há empresas demais, informação demais, produtos demais. Fico assustado com a panaceia. 

Minha cidade está infestada de farmácias, por exemplo. Chega-se ao cúmulo de haver Drogasil dos dois lados duma mesma rua, uma de frente pra outra, é só atravessar. Não se abre uma empresa porque a comunidade precisa do que ela vai oferecer. São abertas porque são "negócio lucrativo". A competitividade faz muitas naufragarem, outras serem engolidas ou incorporadas às mais poderosas. Muitos deixam de ser os empreendedores que eram, e outros tantos, de ser os empreendedores que nem sequer chegaram a ser.

A Internet vomita informações continuamente. Quer exemplo maior do que haver um site chamado "ultimosegundo.com.br"? Não digerimos mais o que "comemos" de informação. Simplesmente, estamos comendo continuamente. Não dá tempo de avaliar, refletir, discutir. Parece um trem com número infinito de vagões. Os trilhos nunca estão vazios. Não ansiamos pelo próximo trem, porque ele já está aí. Nisso, deixamos de ter opinião, porque não dá tempo nem de aprender a formá-la. Nossas respostas acabam se tornando rasas e pouco duradouras, atropeladas por uma nova enxurrada de notícias.

Tecnologia, então... Estou tentando chegar na década passada, ainda. Já perdi o fio da meada em relação a nomes de automóveis; domínio de controles remotos; recursos oferecidos por celulares, i-pods e a-fins; entendimento de planos de canais de televisão; e outros bichos que ainda nem sei que existem. Fico pensando no tamanho do lixo gerado por aparelhos que, nem bem são usados, já veem nascer um novo modelo para substituí-los.

Mas não pensem que sou um completo alienado. Trabalho com Photoshop, tenho blog, converso em chat, ouço música mp3, vejo filmes no Media Player. Opa, tudo isso! Mas meu dia termina mesmo é nas páginas de papel de um bom livro.

domingo, 29 de agosto de 2010

Mais tiririca, e de galinha

Hoje, recebi um powerpoint dum amigo, mostrando o assassinato de um soldado numa explosão, muitos anos atrás, nos tempos em que a candidata Dilma fazia parte de grupos anti-ditadura. A explosão teria sido causada por uma granada jogada pelo grupo dela perto de onde estava o soldado. A mensagem final do powerpoint é algo do tipo "ajude a divulgar para evitar que essa assassina seja eleita", ou coisa que o valha.

Desculpem, mas hoje vou descer o nível do palavreado.
Eu quero mais é que TODA a política se foda. Os que não matam diretamente como nesse caso da Dilma, estão matando o país de fome, burrice, insegurança e maus tratos pela saúde pública. Só falam de construir escolas, hospitais, o escambau, mas nenhum fala de melhorar as pessoas, motivá-las, pagá-las melhor, dar a elas ferramental, atualizá-las. De melhorar a qualidade da nossa TV, uma desgraça que
está deseducando as famílias.
Estamos agora infestados de universidades, a maioria delas reprovada pelos testes oficiais, muitas pagando menos de 10 reais a hora pra um professor. Inventaram agora essa palhaçada de universidade à distância, uma mina de dinheiro e distribuição de diplomas para asnos.
Esse assunto me enche o saco. O buraco é muito mais embaixo, o problema é muito maior que eleger ou não a Dilma, porque sendo ela ou não, a merda vai continuar. Esse negócio de eleger o "menos pior" pra mim não cola, pois eu não gosto de ser atendido por médico "menos pior", não deixaria minha empresa nas mãos de um contador "menos pior".
Eu vou votar nulo, não por uma suposta falta de candidatos, mas porque a política brasileira é uma instituição amadora e moralmente falida.

sábado, 28 de agosto de 2010

Tiririca

Faz tempo que defendo a ideia de que a política tem que ser feita por profissionais. Por trabalhadores iguais aos de qualquer outra atividade. Por gente que vai passar por um estudo inerente ao tema com que vai trabalhar (no caso, faculdade de Ciências Políticas, com especialização em Legislativo ou Executivo, ou algo desse naipe).
E ainda, sem mordomias trabalhistas, sem passagens aereas gratuitas, sem aposentadoria em curto tempo, sem diferenciação no judiciário.
Sem voto obrigatório, que só serve pra fisiologismo, isto é, comprar voto de pobre.
Penso até que sem eleições. Quer trabalhar no Legislativo ou Executivo? Vai mostrar currículo, fazer estágio, prestar concurso. De novo: igual a qualquer outra profissão.
O que um político tem que é melhor que os outros? Atualmente, é muito mais fácil responder o contrário...
Mas como disse um amigo, "Zé, palhaçada por palhaçada, com Tiririca ao menos será mais profissional, né?"

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Política, religião e futebol

Aquela máxima diz que esses três assuntos não devemos discutir, pois isso não leva a lugar nenhum. Cheguei à conclusão de que isso procede, porque eles realmente estão lá no lugar nenhum, e não aqui.
Explico: tornaram-se instituições que saíram de seus propósitos conosco, simples mortais. Há muito tempo que só olham para o próprio umbigo.
Abaixo os partidos políticos, a fé dividida em facções e o futebol "de resultados"!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Liberdade

Talvez o ponto-chave no emocional de qualquer ser humano seja sua liberdade. "Libertas quae sera tamem" (liberdade ainda que tardia), frase da bandeira de Minas Gerais. O castigo para infratores da lei é a privação de sua liberdade. As pátrias que se tornam independentes. O alívio de quem mudou de emprego, depois de viver horrores nas mãos dos antigos patrões. A renovação do espírito, quando aquele namoro que só vinha gerando baixarias enfim está encerrado.
"Ufa, agora estou livre!"
Mas... quantos sabem fazer uso dessa palavra tão significativa? É fácil ser livre? Ou estar livre é apenas uma condição de quem procura um novo "cabide" onde se pendurar?
O que quero dizer é que a minha experiência de vida me diz que a liberdade só é bem aproveitada quando nos conhecemos muito bem. Quando sabemos que, depois de uma amarra qualquer cortada, um vazio vai ficar no lugar daquilo que se foi e não será facilmente preenchido. Que devemos, num primeiro instante, ocupar com nosso próprio ser esse vazio. Estar livre, a meu ver, é o grande momento de meditar, avaliar-se, crescer interiormente. Uma embarcação no mar não tem amarras, mas uma hora terá de aportar. Um bom comandante usualmente sabe em que portos não deve mais parar, e também que condições os futuros portos deverão ter para abrigar sua embarcação.
E pra terminar, é essencial cumprir as regras da liberdade no que diz respeito aos outros. Sobre isso, falo outro dia.