"Mãe, como é aquela palavra usada em religião quando alguém fica sem comer? JEGIME?" A Déborah filha da Marcia foi simplesmente genial, criou um neologismo juntando jejum e regime. Quando eu quero perder umas gordurinhas do espírito, venho pra cá e escrevo.
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domingo, 7 de abril de 2019
Pensamento próximo
A humanidade parece acreditar mais nos distantes conhecidos do que nos conhecidos distantes.
terça-feira, 2 de abril de 2019
Cenário
A respeito do atual cenário político brasileiro, pedem que eu dê minha opinião. Bom... Então vou falar de maneira franca, direta e sem rodeios: acho que a situação é isso aí mesmo que vocês estão pensando.
terça-feira, 13 de junho de 2017
Antitexto
Conte a mentira da mentira.
Seja desonesto com a desonestidade.
Corrompa toda sugestão para corromper-se.
Odeie todo tipo de ódio.
Seja um fanático contra fanatismos.
Seja maniqueísta: uma possibilidade ou muitas outras.
Destrua ideias destrutivas.
Negue-se ao negativismo.
Batalhe contra guerras.
Não creia em falsas religiões.
Cuide de maneira doentia da saúde.
Tenha preguiça de ser preguiçoso.
"Ser original" é uma ideia que se pode plagiar.
Deixe a depressão sozinha.
Devore só um pouquinho.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Calor
O calor não é tão ruim. A gente pode colocar ao sol as roupas pra secar e os sapatos pra perder o chulé.
No mais, desce uma Cloud gelada aí, garçom Pedro!
(das "Reflexões de um Quase Cinquentão")
No mais, desce uma Cloud gelada aí, garçom Pedro!
(das "Reflexões de um Quase Cinquentão")
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Rezar
Eu nunca fui seguidor de religião. Sair com um amigo ou amiga daqueles realmente diferenciados e conversar boas horas sobre a vida faz muito mais efeito que soluções encaixotadas, no que diz respeito a colocar meu espírito pra cima.
Mas esse sou eu e entendo que frequentar igreja e rezar faz MESMO bem pra muita gente. Porém, pra outros é um verdadeiro "fazer nada com hora marcada" ou, como disse meu irmão, ócio programado.
Já viram essa cena? Um monte de gente se reúne na sala de uma casa, repete umas frases centenas de vezes em tom de velório, depois conversam sobre as doenças de todo mundo e vão pra casa. Usar essa energia então pra algo prático, tipo um trabalho voluntário em grupo, nem pensar...
Ave Maria!
Mas esse sou eu e entendo que frequentar igreja e rezar faz MESMO bem pra muita gente. Porém, pra outros é um verdadeiro "fazer nada com hora marcada" ou, como disse meu irmão, ócio programado.
Já viram essa cena? Um monte de gente se reúne na sala de uma casa, repete umas frases centenas de vezes em tom de velório, depois conversam sobre as doenças de todo mundo e vão pra casa. Usar essa energia então pra algo prático, tipo um trabalho voluntário em grupo, nem pensar...
Ave Maria!
domingo, 20 de novembro de 2011
Einstein e Shakespeare
Se Einstein fosse traduzir para a língua portuguesa a famosa frase de Shakespeare, provavelmente diria: "Estar ou não estar, eis a questão".
Faz algum tempo que minha filosofia barata tem ruminado em minha cabeça essa coisa do SER e do ESTAR. Hoje, neste domingão com árvores de primavera, lojas de verão e clima de outono/inverno (tudo é mesmo relativo), resolvi passar pro papel - força de expressão, claro - essas ideias viajantes.
Algumas línguas não diferenciam os dois verbos, e a do teatrólogo inglês é uma. Isso reflete nos fatores culturais, ou é reflexo deles, ou nada disso ou, ainda, ambos? Ao fazer diferença entre ser e estar, em que somos (ou estamos!) diferentes de britânicos e germânicos?
Primeiro, vou dizer como entendo. SER diz mais de coisas antagônicas e imutáveis; ESTAR, de circunstâncias, de escolhas, muitas vezes temporárias. Exemplo: fulana está loira, mas inevitavelmente é morena, porque nasceu assim.
Eu gosto da diferenciação. Acredito que, na maior parte das situações, nós estamos mais do que somos. Isso dá sensação de evolução e de liberdade.
Aí eu acabo me fazendo outra pergunta: partindo do princípio dessa diferença no Português, ingleses e alemães usam o SER ou o ESTAR? Quem estruturou suas línguas enxerga as coisas como mais flexíveis, circunstanciais, ou o contrário? Claro que esses questionamentos só acontecem em cabeças malucas como a deste autor aqui. Na prática, lá ou aqui, quase não se diferenciam os verbos. Mas acredito 100% que as coisas ─ até mesmo um detalhe linguístico ─ têm uma razão de ser (ou de estar, já não sei mais, help!).
Seguindo o mesmo raciocínio, já me vem outra divagação: TEMOS ou apenas USUFRUÍMOS? Mas juro que vou parar por aqui.
Pra terminar, deixo o convite para opinarem: SOU ou ESTOU maluquete?
Faz algum tempo que minha filosofia barata tem ruminado em minha cabeça essa coisa do SER e do ESTAR. Hoje, neste domingão com árvores de primavera, lojas de verão e clima de outono/inverno (tudo é mesmo relativo), resolvi passar pro papel - força de expressão, claro - essas ideias viajantes.
Algumas línguas não diferenciam os dois verbos, e a do teatrólogo inglês é uma. Isso reflete nos fatores culturais, ou é reflexo deles, ou nada disso ou, ainda, ambos? Ao fazer diferença entre ser e estar, em que somos (ou estamos!) diferentes de britânicos e germânicos?
Primeiro, vou dizer como entendo. SER diz mais de coisas antagônicas e imutáveis; ESTAR, de circunstâncias, de escolhas, muitas vezes temporárias. Exemplo: fulana está loira, mas inevitavelmente é morena, porque nasceu assim.
Eu gosto da diferenciação. Acredito que, na maior parte das situações, nós estamos mais do que somos. Isso dá sensação de evolução e de liberdade.
Aí eu acabo me fazendo outra pergunta: partindo do princípio dessa diferença no Português, ingleses e alemães usam o SER ou o ESTAR? Quem estruturou suas línguas enxerga as coisas como mais flexíveis, circunstanciais, ou o contrário? Claro que esses questionamentos só acontecem em cabeças malucas como a deste autor aqui. Na prática, lá ou aqui, quase não se diferenciam os verbos. Mas acredito 100% que as coisas ─ até mesmo um detalhe linguístico ─ têm uma razão de ser (ou de estar, já não sei mais, help!).
Seguindo o mesmo raciocínio, já me vem outra divagação: TEMOS ou apenas USUFRUÍMOS? Mas juro que vou parar por aqui.
Pra terminar, deixo o convite para opinarem: SOU ou ESTOU maluquete?
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