Por muitos anos, eu adorei pensar que ela acompanhar-me-ia em conversas debochadas com amigos e mostrar-se-ia presente nas horas mais hilárias de escrita. Eu pensava: "Com ela, um texto meu enriquecer-se-á."
Mas creio que logo ela não mais divertir-me-á. Tornar-me-ei mais triste. Lamentar-me-ei porque as pessoas em sua maioria sequer sentir-se-ão abaladas com sua presença: "Por que não desviar-me-ia dessa estranha?"
Eu tinha aqui comigo que ocupar-me-ia um dia de escrever estas palavras; palavras que pouco depois tornar-se-ão quase inúteis. Apenas uns poucos abraçar-se-ão comigo por esta causa. Mas prometi que não preocupar-me-ia, porque a vida sempre apresentar-se-á dinâmica.
Meus amigos: em breve, a mesóclise despedir-se-á de nossos textos.
"Mãe, como é aquela palavra usada em religião quando alguém fica sem comer? JEGIME?" A Déborah filha da Marcia foi simplesmente genial, criou um neologismo juntando jejum e regime. Quando eu quero perder umas gordurinhas do espírito, venho pra cá e escrevo.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
domingo, 28 de outubro de 2018
De indiferente a pessimista
Política é uma ideia legal. Surgida na Grécia antiga, a palavra significa mais ou menos "em prol da cidade". E parece que era mesmo, populares voluntariamente sentados nas escadarias da ágora ("local de reunião"), alguns intelectuais levantando os problemas da cidade, todo mundo votando ali, abertamente, decidindo o que fazer. Sem burocracia e sem siglas.
Mas política PARTIDÁRIA é invenção do diabo. Pra usar um termo da moda, um fake. É um jeito de colocar sujeitos que a população elege como super-heróis, que quase sempre são despreparados e cujos interesses dificilmente correspondem a nossas expectativas, em cargos que deveriam ser tratados como importantes mas não o são. Para desviar a atenção do foco que a verdadeira política tem, com ajuda da Deusa Mídia (que não é grega). Acha exagero? Então responda, você que é antipetista ou antibolsonárico ou nenhum dos dois: conhece os programas dos candidatos? Conhece alguém que conheça? Já viu nas conversas de rua alguém discutindo as eleições nesses termos? Se sua resposta a uma delas foi "sim", então você corresponde aos 0,000000001% de exceções. Eu, assumidamente, não conheço os programas. E não vejo nas ruas ou nas redes sociais quem conheça. Ou se conhece, não está falando sobre. Sucesso! Todo mundo desviado do foco.
Falei isso tudo pra contextualizar o ponto em que quero chegar, tô quase lá: não acredito mais, e faz tempo, nesse formato de política feita com partidos. (Abre parêntesis: Se tenho ideia de alternativa? Sim. Mas o objetivo deste texto não é esse. Deixemos pra um café, qualquer hora. Fecha parêntesis.) Essa descrença é transferida desde 2004 para meus votos, que têm sido sistematicamente nulos. Votos de quem entende que tanto faz pra que andar o elevador leva, porque já construíram errado o prédio. Ponto, foi isso que fiz e não se volta atrás. Neste ano, continuo não me sentindo pertencente a lado algum, mas a intuição é um pouco diferente, e aqui chego enfim aonde queria: parece que o Brasil quer limpar com merda aquela mancha de molho na camisa. Macedo ou matarde, saberemos.
Mas política PARTIDÁRIA é invenção do diabo. Pra usar um termo da moda, um fake. É um jeito de colocar sujeitos que a população elege como super-heróis, que quase sempre são despreparados e cujos interesses dificilmente correspondem a nossas expectativas, em cargos que deveriam ser tratados como importantes mas não o são. Para desviar a atenção do foco que a verdadeira política tem, com ajuda da Deusa Mídia (que não é grega). Acha exagero? Então responda, você que é antipetista ou antibolsonárico ou nenhum dos dois: conhece os programas dos candidatos? Conhece alguém que conheça? Já viu nas conversas de rua alguém discutindo as eleições nesses termos? Se sua resposta a uma delas foi "sim", então você corresponde aos 0,000000001% de exceções. Eu, assumidamente, não conheço os programas. E não vejo nas ruas ou nas redes sociais quem conheça. Ou se conhece, não está falando sobre. Sucesso! Todo mundo desviado do foco.
Falei isso tudo pra contextualizar o ponto em que quero chegar, tô quase lá: não acredito mais, e faz tempo, nesse formato de política feita com partidos. (Abre parêntesis: Se tenho ideia de alternativa? Sim. Mas o objetivo deste texto não é esse. Deixemos pra um café, qualquer hora. Fecha parêntesis.) Essa descrença é transferida desde 2004 para meus votos, que têm sido sistematicamente nulos. Votos de quem entende que tanto faz pra que andar o elevador leva, porque já construíram errado o prédio. Ponto, foi isso que fiz e não se volta atrás. Neste ano, continuo não me sentindo pertencente a lado algum, mas a intuição é um pouco diferente, e aqui chego enfim aonde queria: parece que o Brasil quer limpar com merda aquela mancha de molho na camisa. Macedo ou matarde, saberemos.
sábado, 20 de outubro de 2018
A cultura do Antismo
Tudo bem, todos temos direito a ser pró isso e contra aquilo. Mas é curiosa a cultura desse antismo superficial e, por isso mesmo, quase sempre inaproveitável como conteúdo sobre o qual se possa refletir e tirar algum proveito. Este tempo de eleição tem sido um bom momento pra mostrar o que falo. O antipetismo poderia ser antiPSDBismo, antiPMDBismo, antiPQParismo, não importa. Os componentes do antista político médio são mais ou menos os mesmos:
- Ele é anti-qualquer coisa sem ser pró-alguma coisa. Pergunte a ele se está filiado a outro partido, ou ao menos se defende as ideias de algum. Ou seja, condenemos, mas não apresentemos soluções...
- Acredita que corrupção e roubo são exclusividade de um partido como se, sem conivência/ cumplicidade/ coparticipação dos demais, isso fosse acontecer. Deve acreditar também em Papai Noel, Saci Pererê e vampiros (não vale mencionar Michel Temer).
- Pensa que corrupção, roubo e crimes políticos começaram só depois que ele tirou título de eleitor. Assis Chateaubriand, entre outros, agradece.
- Ele acha que no governo X houve mais corrupção do que no Y. Talvez tenha estado lá pra ver (eu não estava). Confia cegamente na isenção de toda a mídia jornalística. Acha que, antes da internet, a informação corria assim tão escancarada. Não pensa sobre o que aconteceria com seu pesçoco (ou ânus) se abrisse a boca pra denunciar um militar nos tempos de ditadura. E crê que é mais importante medir os números da corrupção do que a questão moral desse ato.
Antis nunca do que tarde.
- Ele é anti-qualquer coisa sem ser pró-alguma coisa. Pergunte a ele se está filiado a outro partido, ou ao menos se defende as ideias de algum. Ou seja, condenemos, mas não apresentemos soluções...
- Acredita que corrupção e roubo são exclusividade de um partido como se, sem conivência/ cumplicidade/ coparticipação dos demais, isso fosse acontecer. Deve acreditar também em Papai Noel, Saci Pererê e vampiros (não vale mencionar Michel Temer).
- Pensa que corrupção, roubo e crimes políticos começaram só depois que ele tirou título de eleitor. Assis Chateaubriand, entre outros, agradece.
- Ele acha que no governo X houve mais corrupção do que no Y. Talvez tenha estado lá pra ver (eu não estava). Confia cegamente na isenção de toda a mídia jornalística. Acha que, antes da internet, a informação corria assim tão escancarada. Não pensa sobre o que aconteceria com seu pesçoco (ou ânus) se abrisse a boca pra denunciar um militar nos tempos de ditadura. E crê que é mais importante medir os números da corrupção do que a questão moral desse ato.
Antis nunca do que tarde.
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Darwin às avessas nas redes sociais: teoria da involução da espécie
Sou um privilegiado no aspecto de que durante toda a vida estive próximo e induzido à reflexão e à crítica - nem sempre nessa ordem, mas preferencialmente. É parte desse processo analisar fenômenos sociais e suas consequências, seja como leigo ou a partir da ótica um pouco mais elaborada da profissão que exerço. Estou certo de que existe uma unanimidade comum aos fenômenos sociais: eles nunca são unanimidades. Há quem apoie e há quem condene a ditadura militar ou os governos defensores da privatização dos anos 1990 ou os governos deste século que se posicionam como mais populares, a mudança de paradigma nas artes e na música, o Acordo Ortográfico e a invasão de termos estrangeiros na língua do dia a dia, o futebol de resultados e não mais de espetáculo, o Big Brother e o Big Bang. Claro que também tenho minha opinião sobre eles, inclusive a opinião de que não preciso ter opinião sobre tudo - ou porque não vai fazer diferença, ou porque o assunto não me interessa mesmo, e seguimos com a vida.
Porém, tem me incomodado de uns tempos pra cá, pela dimensão que tomou, essa coisa da polarização/discurso de ódio que, iniciada há uns anos com o escudo que a internet oferece às pessoas para se manifestarem sem piedade nem respeito ou reverência, está saindo das redes sociais e vindo à vida real. Penso nisso e fico um tanto preocupado, estarrecido, quase depressivo. Pra ilustrar com fatos recentes (estou falando em outubro de 2018), o show de Roger Waters em São Paulo e a discussão em torno do segundo turno das eleições presidenciais demonstram pra mim que o foco, em muitos campos, começa a deixar de ser o evento ou fato ou fenômeno em si, e passa a ser o "inimigo que pensa diferente e precisa ser destruído". E falar dessa forma já não é figura de linguagem, não é metáfora que poderia ser substituída por "um outro ser humano que eu quero tentar convencer" ou coisa que o valha. A música de Mr. Waters, sabidamente um crítico de certos setores da sociedade desde a época do disco THE WALL, do Pink Floyd (1980), perde o protagonismo do evento porque a posição dele em relação ao momento eleitoreiro do Brasil é mencionada no telão, e a coisa se torna uma disputa de # ELESIM versus # ELENÃO. Felizmente, esse episódio não trouxe maiores consequências. Mas as mortes da vereadora carioca no primeiro semestre e do capoeirista na Bahia são exemplos fortes de que a coisa está de modo alarmante deixando de ser apenas retórica.
A internet ajuda bastante quem tem vocação pra humildade. Mas para a maioria, o efeito dela parece estar sendo este: diplomadora em massa de fanáticos, de donos de pseudoverdades rasas, de odiadores de qualquer coisa que, agora, estão perdendo o medo de levar seu pensamento a perigosas vias de fato. A imbecilidade formalizada.
Darwin, se estivesse por aqui, provavelmente iria rever para onde aponta o vetor de seus famosos conceitos.
Porém, tem me incomodado de uns tempos pra cá, pela dimensão que tomou, essa coisa da polarização/discurso de ódio que, iniciada há uns anos com o escudo que a internet oferece às pessoas para se manifestarem sem piedade nem respeito ou reverência, está saindo das redes sociais e vindo à vida real. Penso nisso e fico um tanto preocupado, estarrecido, quase depressivo. Pra ilustrar com fatos recentes (estou falando em outubro de 2018), o show de Roger Waters em São Paulo e a discussão em torno do segundo turno das eleições presidenciais demonstram pra mim que o foco, em muitos campos, começa a deixar de ser o evento ou fato ou fenômeno em si, e passa a ser o "inimigo que pensa diferente e precisa ser destruído". E falar dessa forma já não é figura de linguagem, não é metáfora que poderia ser substituída por "um outro ser humano que eu quero tentar convencer" ou coisa que o valha. A música de Mr. Waters, sabidamente um crítico de certos setores da sociedade desde a época do disco THE WALL, do Pink Floyd (1980), perde o protagonismo do evento porque a posição dele em relação ao momento eleitoreiro do Brasil é mencionada no telão, e a coisa se torna uma disputa de # ELESIM versus # ELENÃO. Felizmente, esse episódio não trouxe maiores consequências. Mas as mortes da vereadora carioca no primeiro semestre e do capoeirista na Bahia são exemplos fortes de que a coisa está de modo alarmante deixando de ser apenas retórica.
A internet ajuda bastante quem tem vocação pra humildade. Mas para a maioria, o efeito dela parece estar sendo este: diplomadora em massa de fanáticos, de donos de pseudoverdades rasas, de odiadores de qualquer coisa que, agora, estão perdendo o medo de levar seu pensamento a perigosas vias de fato. A imbecilidade formalizada.
Darwin, se estivesse por aqui, provavelmente iria rever para onde aponta o vetor de seus famosos conceitos.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Baixa visibilidade
Cem anos atrás, quando se dizia "Vou à padaria", "Vou ao sapateiro", "Comprei o jornal" etc. etc., o artigo definido e a falta de nome próprio cabiam bem, pois só havia na cidade uma padaria, um sapateiro, um jornal. Não era necessário perguntar “A qual padaria, a Pão Quentinho ou a da Dona Amélia?”. Cada especialista detinha, em tese, 100% da demanda inerente a sua atividade. A demanda era maior que a oferta.
Veio a internet. Tudo que hoje se possa imaginar, seja como produto ou serviço à venda ou uma mera opinião a emitir sobre qualquer assunto, tem uma profusão de ofertas. Somando o concreto ao virtual, são milhares de possibilidades de compra. E no caso das opiniões, há o Facebook pra todo mundo (expressão literal, neste caso), de leigos a doutores, dizer o que pensa. A “picarataria” dos picaretas e piratas também aumentou seu espaço.
Com os 100% de cada demanda distribuídos por esses tantos que oferecem, e considerando que uns poucos têm muita competência e/ou muito poder de marketing, o que provavelmente está acontecendo é que a maioria das pessoas atrai para si uma parcela da atenção bem pequena, muito pequena, pequena mesmo. De padarias a sapateiros, de professores a encanadores, de semi-analfabetos a doutores. E a tendência, me parece, é seguir nessa toada.
Veio a internet. Tudo que hoje se possa imaginar, seja como produto ou serviço à venda ou uma mera opinião a emitir sobre qualquer assunto, tem uma profusão de ofertas. Somando o concreto ao virtual, são milhares de possibilidades de compra. E no caso das opiniões, há o Facebook pra todo mundo (expressão literal, neste caso), de leigos a doutores, dizer o que pensa. A “picarataria” dos picaretas e piratas também aumentou seu espaço.
Com os 100% de cada demanda distribuídos por esses tantos que oferecem, e considerando que uns poucos têm muita competência e/ou muito poder de marketing, o que provavelmente está acontecendo é que a maioria das pessoas atrai para si uma parcela da atenção bem pequena, muito pequena, pequena mesmo. De padarias a sapateiros, de professores a encanadores, de semi-analfabetos a doutores. E a tendência, me parece, é seguir nessa toada.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Reclame na sala ao lado
Você se lembra do reclame da Frigidaire? Pois é... Umas décadas atrás, reclame era o mesmo que anúncio publicitário. Muitos profissionais da minha geração costumam associar, pejorativamente, essa expressão a trabalho ultrapassado ou mal-feito: "Essa ideia é do tempo dos reclames" ou "Isso tá mais pra reclame que pra anúncio."
Sou também dos que adotam a palavra com sentido negativo; porém, a razão é outra. Reclame é subjuntivo do verbo reclamar, basicamente usado como sinônimo de exigir (reclamar seus direitos) ou de protestar (contra o governo, por exemplo).
Há os que reclamam, com razão, contra o salário atrasado, contra o mau uso do dinheiro público, contra a eventual (mas nem tanto) falta de qualidade da Educação, contra o barulho na casa do vizinho em horário de silêncio. Mas existem os que reclamam contra o frio, quando está frio; e se está calor, esses mesmos reclamam do calor. Reclamam do trânsito, mas são incapazes de andar a pé os dois quarteirões até a padaria. Reclamam que estão velhos demais para isso ou aquilo, quando muita gente de sua idade está fazendo exatamente aquilo ou isso. Reclamam que estão gordos — de preferência depois de comer um hambúrguer, e nunca no caminho pra academia, porque não a frequentam. Reclamam que lhes falta dinheiro pra viajar, de dentro daquele carro cujo IPVA custa o mesmo que uma viagem.
Hoje, reclamar tornou-se um hábito ainda mais poderoso. Celulares e redes sociais deram o poder da comunicação a quase todo ser humano que viva em perímetro urbano. Ficou fácil falar do que se bem entender e, mais do que isso, é seguro. Você pode dizer "o bicho" sobre a opinião de um sujeito que está a mil quilômetros de distância — o que ele provavelmente poderá fazer?
Nos últimos tempos, entendi a preciosidade do tempo. Se eu estou fazendo uma coisa, não terei esses mesmos minutos para fazer outra. Às pessoas que reclamam demais contra o inevitável (o frio, o calor, a morte) ou contra o evitável (sedentarismo, gula, consumismo e afins), parece que lhes faltam propósitos, objetivos, realizações, com os quais ocupariam melhor o tempo. Então, entre outras práticas inerentes, tenho me esforçado para não fazer uso do "reclame"; vamos às coisas boas e funcionais. Quando me pego pensando em resmungar sobre algo, imagino uma placa "Reclame na sala ao lado", porque a sala ao lado nunca pode, da minha ótica, ser aquela em que estou.
* Por Zé Elias. Primeiro (e por enquanto único) texto do improvável livro "Reflexões de um quase cinquentão".
Sou também dos que adotam a palavra com sentido negativo; porém, a razão é outra. Reclame é subjuntivo do verbo reclamar, basicamente usado como sinônimo de exigir (reclamar seus direitos) ou de protestar (contra o governo, por exemplo).
Há os que reclamam, com razão, contra o salário atrasado, contra o mau uso do dinheiro público, contra a eventual (mas nem tanto) falta de qualidade da Educação, contra o barulho na casa do vizinho em horário de silêncio. Mas existem os que reclamam contra o frio, quando está frio; e se está calor, esses mesmos reclamam do calor. Reclamam do trânsito, mas são incapazes de andar a pé os dois quarteirões até a padaria. Reclamam que estão velhos demais para isso ou aquilo, quando muita gente de sua idade está fazendo exatamente aquilo ou isso. Reclamam que estão gordos — de preferência depois de comer um hambúrguer, e nunca no caminho pra academia, porque não a frequentam. Reclamam que lhes falta dinheiro pra viajar, de dentro daquele carro cujo IPVA custa o mesmo que uma viagem.
Hoje, reclamar tornou-se um hábito ainda mais poderoso. Celulares e redes sociais deram o poder da comunicação a quase todo ser humano que viva em perímetro urbano. Ficou fácil falar do que se bem entender e, mais do que isso, é seguro. Você pode dizer "o bicho" sobre a opinião de um sujeito que está a mil quilômetros de distância — o que ele provavelmente poderá fazer?
Nos últimos tempos, entendi a preciosidade do tempo. Se eu estou fazendo uma coisa, não terei esses mesmos minutos para fazer outra. Às pessoas que reclamam demais contra o inevitável (o frio, o calor, a morte) ou contra o evitável (sedentarismo, gula, consumismo e afins), parece que lhes faltam propósitos, objetivos, realizações, com os quais ocupariam melhor o tempo. Então, entre outras práticas inerentes, tenho me esforçado para não fazer uso do "reclame"; vamos às coisas boas e funcionais. Quando me pego pensando em resmungar sobre algo, imagino uma placa "Reclame na sala ao lado", porque a sala ao lado nunca pode, da minha ótica, ser aquela em que estou.
* Por Zé Elias. Primeiro (e por enquanto único) texto do improvável livro "Reflexões de um quase cinquentão".
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O melhor legado
Um dia, você se vai. Sua equipe de trabalho também muda.
Pessoas vão e vêm. Produtos e serviços, idem... Quem ainda precisa de um datilógrafo? Ou de uma caixa registradora, daquelas com manivela?
Toda grande empresa começou pequena. Passou por mudanças e adaptações diversas.
A coisa mais valiosa que as grandes empresas têm, então, não é você, não são as pessoas, não é a natureza dos produtos e serviços, nem o tamanho. Tudo isso é muito importante, mas passageiro.
A única coisa passível de ser perpetuada numa empresa é o seu nome, a sua MARCA. Por isso, ela é seu mais valioso patrimônio. Grandes marcas são, por si só, sinônimos de sucesso. Dois exemplos:
- Se for anunciado um McDonalds no seu bairro, qual seu grau de dúvida de que dará certo, mesmo não conhecendo as pessoas que vão trabalhar lá?
- Por outro lado, se você mantiver toda a estrutura, atendimento e serviços de um Banco Itaú, mas trocar o nome na fachada para Banco do Joãozinho, em quanto isso compromete a sua credibilidade?
Se você quer ver sua empresa nesse caminho, se quer deixar como legado um nome de verdadeiro sucesso para seus herdeiros, venha saber comigo como fazer.
zeelias65@gmail.com
Pessoas vão e vêm. Produtos e serviços, idem... Quem ainda precisa de um datilógrafo? Ou de uma caixa registradora, daquelas com manivela?
Toda grande empresa começou pequena. Passou por mudanças e adaptações diversas.
A coisa mais valiosa que as grandes empresas têm, então, não é você, não são as pessoas, não é a natureza dos produtos e serviços, nem o tamanho. Tudo isso é muito importante, mas passageiro.
A única coisa passível de ser perpetuada numa empresa é o seu nome, a sua MARCA. Por isso, ela é seu mais valioso patrimônio. Grandes marcas são, por si só, sinônimos de sucesso. Dois exemplos:
- Se for anunciado um McDonalds no seu bairro, qual seu grau de dúvida de que dará certo, mesmo não conhecendo as pessoas que vão trabalhar lá?
- Por outro lado, se você mantiver toda a estrutura, atendimento e serviços de um Banco Itaú, mas trocar o nome na fachada para Banco do Joãozinho, em quanto isso compromete a sua credibilidade?
Se você quer ver sua empresa nesse caminho, se quer deixar como legado um nome de verdadeiro sucesso para seus herdeiros, venha saber comigo como fazer.
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