quarta-feira, 11 de setembro de 2019

domingo, 8 de setembro de 2019

Sobe ou desce

Músicos como Richard Clayderman às vezes me levam pra cima, às vezes pra baixo. Depende do andar que aperto pro elevador me levar.

domingo, 1 de setembro de 2019

Dizem que o homem precisa ter uma fé. Com as opções disponíveis no mercado, vejo que preciso ter outro café.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Tussinâmi: assim disse o Nário

Ontem ouvi na rua alguém dizer “tussinâmi”. Imagino o seguinte:
Tussinâmi, s.m. - acesso de tosse incontrolável e que não cessa.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

[Sem título]

Prédios, prédios, asfalto, asfalto, carros, carros, celulares, celulares. Claustrofobia sem paredes.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

A curtíssima aventura de ANA GRAMA

Mesmo na iminência do PARTO, ainda limpava o PRATO com um TRAPO. Só iria OPTAR por abrir a PORTA para a TROPA porque escaparia do RAPTO montada numa POTRA; não havia porque não TOPAR. 

Fim

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Sonho

Esta noite, sonhei que estava acordado. Acordei e vi que estava sonhando.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Redes

Aí você está ouvindo suas músicas favoritas no SPOTIFY e faz uma postagem no FACEBOOK, compartilhando o link que chegou pra você no TWITTER, sobre um filme cujo trailler está no YOUTUBE, indicado por um amigo especialista no tema do filme, e ele está com uma foto no INSTAGRAM que o mostra recebendo o prêmio por um artigo que ele publicou no LINKEDIN. Vou contratar alguém pra desenvolver um app, o APPQP. Sigla e utilidade dispensam explicações.

terça-feira, 30 de julho de 2019

domingo, 28 de julho de 2019

Patrimônio

Meu maior patrimônio só pode ser tirado de mim com lobotomia ou Alzheimer.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Carta de um português a um ladrão

Prezado, antes que tu percas teu tempo entrando em minha casa, vão umas informações pertinentes.
Joias: chegaste tarde. Muito tarde. Antes que tu nasceste, a concorrência invadiu aqui e levou todas. A dona da casa nunca mais quis saber de outras.
TV: a nossa (é no singular mesmo) deve ser menor do que a tua. 4b em vez de 4K, 40 cm em vez de 40 polegadas. Com perdão do trocadilho, eu nem ligo...
Carro: considerando o tamanho e a idade, é equivalente a um Poodle quase cego e sem faro. Eu não gosto de dirigir, uso pouco, e talvez por isso ele tá dando mais trabalho do que até tu suportarias.
Outros veículos: quando eu era criança (iiihhhh!....), tive CNH categoria “bicicletas”. Faz tempo que não renovo.
Bichos: tu vais achar um huomo tentando ser sapiens e uma donna que vai deixar toda a tua grana em farmácias. Ambos alérgicos a pêlos.
Computador: o monitor tá mais pra Oliver Hardy do que pra Stan Laurel, se é que me entendes...
Celulares: os mais baratos que encontramos pra comprar. Em 2013.
Roupas: a maioria adquirida no Mercado Livre. Mas temos umas de grã-fino, claro. São uma pechincha no brechó daquela conhecida que traz coisas de Miami.
Apetrechos de copa e cozinha: achamo-nos velhos demais pra cozinhar. A aposentadoria felizmente permite que a gente almoce fora no “Deiz real com um pedaço de carne” e compre sopas congeladas. Então já foi praticamente tudo doado; alguns como presente de casamento, porque ainda estavam na caixa.
O que temos bastante são obras de arte, todas pinturas com tinta acrílica feitas pela dona da casa antes do Parkinson. Tentamos doar para um museu, mas não aceitaram. Quem sabe não ficam bem em tua galeria?
Abraço.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Papel higiênico

Saudemos a invenção do papel higiênico. Ele é solução para todos os dias, para todas as semanas, para todos os meses e para todos os anos.

domingo, 23 de junho de 2019

Beethoven by Fara


Quadro pintado por minha mãe, D. Fara, em 1982. Merecem meu registro aqui, o gênio da música e a talentosa progenitora!

terça-feira, 18 de junho de 2019

É dose

Todo mundo morre um pouco todo dia. Mas embora sejam sempre 24 horas, a dosagem diária varia.

domingo, 9 de junho de 2019

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Eremita

"Que saco, hoje é meu dia de lavar a louça", pensou o eremita.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Matemarketing

Penso que conheci a internet no momento certo. Já tinha vivido uns bons 30 anos sem ela; talvez o suficiente pra agora poder fazer uma comparação "antes x depois".

Os muitos anos trabalhados na Comunicação dizem pra mim o seguinte: a net potencializou, na proporção do seu alcance, todas as faces do comportamento humano. Qual é essa proporção? Pense você, que tem mais de 50 anos, num esforço de meio minuto, com quantas pessoas tinha ou podia ter contato anual, mensal, semanal, diário, instantâneo, até meados dos anos 1990, sem um smartphone e sem a rede. E hoje...

Pois é. Isso é uma escala de potência matemática um tanto elevada, que foi transferida para a comunicação não apenas nos "bom dia" com quadradinhos floridos no Whatsapp e fotos no restaurante comemorando o aniversário com a família. Todo tipo de expressão humana está dimensionada assim - da troca de conhecimento entre os cientistas à mais baixa manifestação preconceituosa vinda de alguém que muitas vezes nem escrever direito sabe.

Derivado disso é o comportamento no mundo real, em vários níveis. No do cidadão comum, tão absorvidas estão as pessoas pela instantaneidade da informação que o que vejo é uma inversão: o que é concreto na forma está se tornando abstrato no valor. Você está ali, no centro da cidade, pronto pra atravessar a rua. Como o celular apita seguidas vezes e você "precisa" ver o que é, quase não se dá conta dos outros pedestres, do semáforo, dos carros. "Atropelado por um meme", poderá ser a manchete no dia seguinte.

Numa segunda esfera está a formação das tribos. Com esse índice de atenção dos cidadãos, é fácil arrebanhar seguidores para a tribo dos videogamers, a tribo dos cafeólatras, a tribo dos defensores dos pets, a tribo dos adoradores do Deus Dará ou dos apoiadores do político Narciso Spiegel (nomes fictícios e com uma ponta de ironia). E experimente posicionar-se contra; mesmo que você se entenda como neutro, será visto como inimigo.

O terceiro e mais inteligente nível é invisível (ou quase, porque sei de pelo menos uma meia dúzia que o enxerga): o dos que tiram proveito próprio dessa cega e sinistra fascinação coletiva. Por exemplo, agências como CIA, Interpol e FBI fazem a festa com o monumental banco de dados que se tornaram as redes sociais, onde as pessoas "entregam a rapadura" sobre a própria vida todo dia, a todo instante.

É nesse terceiro nível que está também a matemática do marketing atual. Virou uma baba para os profissionais e clientes grandões desse assunto, porque a quantidade substituiu a qualidade, que é coisa mais difícil de se conseguir. Todo povo tem de ir aonde o pseudo-artista está, ou o pseudo-político, o pseudo-guru, o pseudo-escritor, o pseudo-religioso, figuras rasas facilmente fabricadas, facilmente digeridas, consumidas e tornadas líderes de audiência e de arrecadação. E o povo vai mesmo - afinal, "se todo mundo segue ele (sic), também tenho que seguir". Sobre a autenticidade ou qualidade desses "heróis" é desnecessário (nenhuma novidade) pensar, refletir, estudar, questionar... Isso dá trabalho! Basta uma curtida, uma compartilhada, um "seguir este canal" e pronto - você é um cidadão que está na moda. A gente já viu que até eleições podem ser ganhas assim.

Mas como eu disse, é só para os grandões. Profissionais médios e pequenos suam sangue em busca de uma pepita nessa corrida do ouro virtual. Como é tudo em profusão - o número de profissionais, o de clientes que querem o lugar ao sol e o de variáveis douradas -, a trilha para o sucesso é uma incógnita; alcançá-lo pode acontecer até num acidente de percurso.

Previsões? O futuro não é comigo. Evito brincar de guru ou de otimista/pessimista - que são ambas mais ou menos a mesma coisa. Mas considerando que 1) a internet como essência não mudou nada desde que nasceu e 2) parece longe de ser extinta ou substituída, arrisco-me a dizer que temos um longo presente pela frente.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Diferente, mas igual

É sabido que veículos automotores convergem em profusão para o núcleo central dos agrupamentos metropolitanos. Os dados estatísticos registrados apontam, em contrapartida, índices pífios quando a direção é alguma região periférica.
Tudo isso significa: "Vão mais carros pro centro do que pros bairros."

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Silêncio

O silêncio é a única música sem notas. A melodia está nas reflexões; a harmonia, no alívio e o ritmo, no descanso.